O blog Letras Despidas foi fundado no dia 8 de julho de 2006 pelos antigos amigos Adriano e Bia. Ambos procuravam discutir sobre vários temas, de arte à política, passando por ciência e filosofia.
Durante o renascimento cultural, na Idade Média, surgiram as primeiras universidades da Europa, sendo que a maioria estava localizada na França e na Itália - os grandes centros do emergente antropocentrismo e do estudo das ciências. A finalidade de sua existência era, teoricamente, a mesma das universidades contemporâneas: que todos os indivíduos tivessem acesso ao conhecimento para que depois pudessem exercê-lo em prol da sociedade.
O sistema de vagas nas universidades medievais é desconhecido; a única certeza que se tem é que não era algo como o que existe hoje: para um estudante ingressar no ensino superior público, ele necessita de uma grande carga de aprendizado decorrente de toda a sua vida escolar. Até aí, não há problemas, já que um estudante superior realmente tem de apresentar bom preparo; o grande empecilho é o fato de que as escolas públicas não dão a formação esperada para os seus alunos. Apenas os que tiveram capacidade de estudar em um bom colégio anteriormente são os que conseguem ingressar na universidade pública. De forma que ela passa a ser exclusividade daquelas pessoas cujo poder aquisitivo é mais alto.
O sistema de vestibulares reflete a falta de recursos educacionais de nosso país, já que ele serve para selecionar, entre milhares, alguns poucos para usufruir dos benefícios oferecidos pelo Governo e pelo do Estado, mesmo que, teoricamente, todos sejam iguais e tenham os mesmo direitos perante a lei. Além de cometer esta injustiça, o vestibular, indiretamente, mantém as diferenças de classes, pois dificulta a mobilidade social.
Para que haja um maior desenvolvimento sócio-econômico em nosso país é essencial uma reforma na educação nacional, focalizando primeiramente os ensinos fundamental e médio e, logo depois, a estatização das universidades.
É necessário haver um controle deste neoliberalismo exacerbado e das privatizações que tanto impedem o crescimento interno do país. O Brasil precisa de um governo que promova o bem-estar social, como já diziam as teorias keynesianas, e para que haja uma revolução de verdade na educação, é fundamental que o Estado exerça um papel mais efetivo nessa responsabilidade que é sua.
16.10.06
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Durante o renascimento cultural, na Idade Média, surgiram as primeiras universidades da Europa, sendo que a maioria estava localizada na França e na Itália - os grandes centros do emergente antropocentrismo e do estudo das ciências. A finalidade de sua existência era, teoricamente, a mesma das universidades contemporâneas: que todos os indivíduos tivessem acesso ao conhecimento para que depois pudessem exercê-lo em prol da sociedade.
O sistema de vagas nas universidades medievais é desconhecido; a única certeza que se tem é que não era algo como o que existe hoje: para um estudante ingressar no ensino superior público, ele necessita de uma grande carga de aprendizado decorrente de toda a sua vida escolar. Até aí, não há problemas, já que um estudante superior realmente tem de apresentar bom preparo; o grande empecilho é o fato de que as escolas públicas não dão a formação esperada para os seus alunos. Apenas os que tiveram capacidade de estudar em um bom colégio anteriormente são os que conseguem ingressar na universidade pública. De forma que ela passa a ser exclusividade daquelas pessoas cujo poder aquisitivo é mais alto.
O sistema de vestibulares reflete a falta de recursos educacionais de nosso país, já que ele serve para selecionar, entre milhares, alguns poucos para usufruir dos benefícios oferecidos pelo Governo e pelo do Estado, mesmo que, teoricamente, todos sejam iguais e tenham os mesmo direitos perante a lei. Além de cometer esta injustiça, o vestibular, indiretamente, mantém as diferenças de classes, pois dificulta a mobilidade social.
Para que haja um maior desenvolvimento sócio-econômico em nosso país é essencial uma reforma na educação nacional, focalizando primeiramente os ensinos fundamental e médio e, logo depois, a estatização das universidades.
É necessário haver um controle deste neoliberalismo exacerbado e das privatizações que tanto impedem o crescimento interno do país. O Brasil precisa de um governo que promova o bem-estar social, como já diziam as teorias keynesianas, e para que haja uma revolução de verdade na educação, é fundamental que o Estado exerça um papel mais efetivo nessa responsabilidade que é sua.
Postado por: Mariana
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