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01:17:52, TERRA_CATEGORIES: Cinema. TERRA_POSTED_BY letrasdespidasComo não tenho postado no blog há um bom tempo, e estou sem nenhuma inspiração resolvi escrever sobre um filme que assisti hoje, Babel, do mesmo diretor de 21 gramas e Amores Perros, o mexicano Alejandro González Iñárritu fez um bom trabalho com esse filme. Amores Perros é no México, 21 gramas nos E.U.A e Babel no mundo todo! Não é bem assim é claro, Babel foi filmado no Marrocos, Japão, E.U.A e México. Que filme internacional hein, foi uma das razões que eu quis assistir, tirando que já gostava dos outros filmes dele (Amores Perros e 21 gramas).
É um filme bem diferente do 21 e A.P, por que nesses dois o tema era mais um grupo de pessoas em especial, e um país, Babel é do mundo todo, é uma crítica social muito interessante e sutil. Vários temas interessantes, um filme que você sai e pode ficar horas conversando com seu amigo sobre os assuntos que ele traz, e mesmo se o filme não tivesse atuações boas, fotografia, direção de arte e tudo mais boa (o que teve) eu gostaria dele por ser um filme que te faz pensar e refletir, afinal, cinema não é só entreternimento e ponto, cinema pode ser várias coisas, e nesse caso é.
Se é melhor que 21 gramas ou Amores Perros já não posso discutir, depende mais da pessoa, por que ele é igualmente bom, atuações tão boas quanto os outros dois, fotografia tão boa quanto os dois, e um scrip tão interessante quanto os dois. Porém vale dizer que Babel foi um filme muito mais complicado de ser feito, viagens, linguas etc...O que para mim não faz muita diferença, gosto de filmes aparentemente simples, como Pequena Miss Sunshine, foi filmado metade da parte numa van, o que foi complicado mas não tem comparação com Babel.
Mesmo sendo um filme com uma cronologia diferente (típico dele) e com vários personagens o espectador é capaz de entender a personalidade de cada um, o da japonesa principalmente, pois o foco das cenas dela era ela mesmo,como uma pessoa com problemas e tudo mais, uns acham desnecessário ela aparecer pelada nas cenas, mas eu achei crucial para o filme, para a entendermos.
Estreiando Brad Pitt, Cate Blanchett que também está em Notas Sobre um Escândalo da Fox Seachlight - mesma produtora da Pequena miss Sunshine, Gael García Bernal que fez Amores Perros, Kôji Yakusho que até então só tinha feito filmes japoneses, Adriana Barraza que também participou de Amores Perros, entre outros (o filme tem muitos atores coadjuvantes).
Acho que muitos filmes que estão aparecendo por aí, lógicamente Babel incluído (já que estou escrevendo sobre ele), mostram o mundo moderno e todas suas complexidades, Encontros e Desencontros por exemplo, já é antiguinho, mas mesmo assim fala sobre a comunicação e falta de comunicação entre as pessoas, como você pode estar entre milhões de pessoas e se sentir só, a falta de comunicação é muito abordada em Babel, por isso citei Encontros e Desecontros - LOST IN TRANSLATION (Perdidos na tradução). Na parte do Japão mostra milhões de pessoas, prédios, e mesmo assim uma carência enorme, um pouco do problema moderno.
O filme tem 142 minutos, 2 horas e 22 minutos, bem grande, isso é ruim para umas pessoas, elas acharam que o objetivo do filme só foi atingido nos últimos 30 minutos, ou que poderia ser feito em uma hora, que é chato e tedioso etc...Para mim não foi, eu paguei 8 dólares, eu quero ficar dez horas se for preciso rs, como espectadora, não achei cansativo, porém, se alguém está pensando em assistir tem que levar isso em consideração. Não é o "tipo" de filme de muita gente, e para esse tipo de gente é horrivel ficar mais de duas horas o assistindo , mas é inegavel o fato dele ser bem dirigido e bem escrito.
Resumindo uma crítica bem estranha (falei que não estou conseguindo escrever), é um filme bom, com muito potencial, definitivamente não é um filme que você assiste e "pronto", ele traz muitos temas bons de se pensar e conversar.
Porém é longo e confuso para muita gente. Além disso muitas cenas estavam embaçadas em excesso e teve uns close-ups que eram meio chatos de se ver, mas foram bem poucos, nada que faça o filme ser ruim.
Prêmios e nominações:
BAFTA Awards (British Academy of Film and Television Arts Awards):
Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Roteiro Original, Melhor Trilha Sonora, Melhor Fotografia, Melhor Edição e Melhor Som.
BFCA (Broadcast Film Critics Association Awards)
Best Acting Ensemble (não sei a tradução, é atuação em grupo), Melhor Trilha Sonora, Melhor filme, Melhor Som,Melhor Atriz Coadjuvante (Rinco Kikuchi) , (Adriana Barraza) e Melhor Roteiro
Melhor diretor, Prize of the Ecumenical Jury, Technical Grand Prize - ganhou, e foi nominado para a Palm D'or (palma de ouro)
Melhor Filme - Drama - ganhou, foi indicado: Melhor Diretor, Melhor Ator Coadjuvante (Brad Pitt), Melhor Atriz Coadjuvante (Rinko Kikuchi e Adriana Barraza) e Melhor Roteiro.
Oscars :
Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Atriz Coadjuvante (Adriana Barraza e Rinko Kinkuchi), Melhor Roteiro Original, Melhor Trilha Sonora e Melhor Edição.
Tem mais, mas não são tão importantes, como Chicago Film Critics Association Awards etc...
Postado por : Bia
22:53:55, TERRA_CATEGORIES: Ciência. TERRA_POSTED_BY letrasdespidas
00:13:14, TERRA_CATEGORIES: Mídia. TERRA_POSTED_BY letrasdespidas
23:34:43, TERRA_CATEGORIES: Mídia. TERRA_POSTED_BY letrasdespidas
15:19:38, TERRA_CATEGORIES: Ciência. TERRA_POSTED_BY letrasdespidasO Brasil possui uma das maiores reservas de urânio do mundo, e vem estudando essa tecnologia de enriquecimento de urânio para a nossa intrigante usina nuclear. O que faz a pesquisa com energia atômica do nosso país ser tão polêmica é a restrição às inspeções técnicas da ONU e a bobagem que as comunidades internacionais andam dizendo, provavelmente para frear a nossa evolução nuclear e nos manter dependente de fontes externas. Se há algo que faz parte da ordem natural dos países subdesenvolvidos industrializados como nós é a dependência da tecnologia dos países ricos.
O urânio encontrado na natureza é uma mistura de isótopos (mesmo número de prótons) desse elemento químico, cujo isótopo mais abundante é o urânio 238, ou U-238, isto é, possui 238 nêutrons. A técnica de enriquecimento de urânio consiste em aumentar a concentração de urânio 235, que existe em pequena quantidade porque é muito instável, decompondo-se facilmente e gerando muita energia. Uma bomba nuclear, por exemplo, necessita de mais 90% de U-235, enquanto na natureza ele é encontrado em concentrações pequenas em torno de 0,7%. Por isso o nome enriquecimento.
Em maio do ano passado, o Brasil inaugurou a sua primeira fábrica de enriquecimento de urânio em Resende (RJ). A partir daí a discussão começou. O fato é que a nossa tecnologia é, em alguns pontos, mais avançada que a dos outros países. A maioria das centrífugas mundiais fica apoiada sobre um eixo central, que vai se desgastando com o tempo, assim os custos com o processo aumentam. No Brasil, as centrífugas ficam levitando sobre um campo magnético, de maneira que o produto final saia mais barato.
O impasse existente ocorre porque o Brasil é signatário do Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP), inaugurado após a explosão das bombas de Hiroshima e Nagasaki, para evitar conflitos nucleares. Porém, nosso país não aderiu a um protocolo adicional, que permitiria à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) inspecionar nossas usinas sem restrição nenhuma e sem aviso prévio. Com medo de uma espionagem tecnológica, o Brasil não cedeu, pois não existe patente quando o assunto é energia nuclear, então ele não quis revelar o seu segredo industrial.
A partir daí, a comunidade internacional vem dizendo que o Brasil quer fabricar bomba atômica e apresenta um perigo à humanidade. Isso é uma grande besteira, uma paranóia pós-11 de setembro. Na verdade, eles querem roubar a nossa tecnologia. Dizem que estamos fazendo como o Irã, que atua na surdina (tanto é que rompeu com o TNP). Nosso país está cumprindo todas as regras à risca, até permitimos que eles inspecionassem nossas usinas, com a única exceção de verificar as nossas centrífugas, que ficam guardadas dentro de um armário para proteger a propriedade tecnológica. Antes nunca reclamavam disso, mas agora estão se pegando. Disseram até que o Brasil pode produzir 6 bombas atômicas por ano.
Odair Dias Gonçalves, chefe do programa nuclear brasileiro, afirma que a quantidade de enriquecimento de urânio nacional não passa de 5%, suficiente apenas para servir como combustível e gerar energia elétrica. Segundo ele, a idéia de que estamos preparando armas nucleares é ridícula:
“Acho que todos os países tem o direito de investir em defesa. Os EUA, por exemplo, são os que mais investem e desenvolvem armamentos. Acontece que essa não é a vocação do Brasil. Mesmo porque, num mundo em que a guerra é toda baseada em alta tecnologia, não adianta você ter um revolverzinho de brinquedo – é burrice pura”.
Além disso, a energia nuclear é vista como uma alternativa para o combate ao aquecimento global, uma vez que só emite para atmosfera vapor d’água. O problema é o lixo radioativo, mas o seu processamento de maneira a não poluir já é fisicamente conhecido, porém não para a aplicação em larga escala. Assim como o defeito da aviação brasileira apareceu cobrindo outros problemas como a ineficiência do transporte público por parte dos ônibus, o lixo radioativo também serve para esconder o problema das garrafas pet, que provocam uma quantidade de lixo absurdo, muitas vezes abandonado por aí. A vantagem das usinas nucleares é que eles guardam para eles o que produzem.
De qualquer jeito, há os riscos de vazamento e contaminação, entretanto, as pesquisas com segurança se intensificam. O velho caso de Chernobyl, que aumentou o medo pela energia nuclear, torna-se uma realidade mais distante, já que também foi produto de um certo descaso dos operadores.
Além do mais, o Brasil já utilizou muito de seu potencial hidrelétrico, e a usina termelétrica é mal vista hoje em dia por causa da poluição atmosférica que causa chuva ácida e fortalece o efeito estufa. A bioenergia, com o pioneirismo brasileiro do biodiesel, entra no impasse de como arranjar terras para a plantação. Como muitas outras fontes, como a eólica e a solar, são eficazes para pequenas regiões, a energia nuclear é finalmente bem vista, mesmo com todos os tabus existentes.
A atitude do Brasil de barrar os interesses imperialistas é muito plausível, pois é evidente que eles querem manter o controle, a exclusividade, o monopólio sobre essa fonte de energia tão peculiar. Por isso que distorcem tanto. Os EUA, por exemplo, dizem que os cientistas exageram quando falam dos futuros problemas do aquecimento global, ao mesmo tempo em que apimentam as bobeiras sobre o nosso programa nuclear. Eu só espero que o Brasil possa continuar desenvolvendo seu projeto, enriquecendo urânio e diversificando a nossa matriz energética, que já não suporta mais os modelos tradicionais.
Postado por Adriano