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10:12:43, categorias: Literatura. criado por letrasdespidasJ.D Salinger, um escritor americano. Nasceu em 1919, e publicou seu "melhor livro" em 1951. "O Apanhador No Campo De Centeio", que é sobre o adolecente Holden Caulfield, que sai da escola que ele está, ele foi expulso. Bebe, fuma e acha que todos são hipócritas. Todos menos as crianças. Ele tem uma irmã menor, Phoebe, a única pessoa que ele quer estar perto, que ele não acha que é hipócrita, que ele acha que valha a pena. Phoebe é uma menina muito inteligente e sensível, sempre quando aparece no livro é como se ela fosse a "salvadora" do Holden. D.B é outro irmão dele, mais velho, embora Holden se mostre amorosoco com a família (mais com os irmãos), ele não gosta que o D.B escreva para Holywood, e o chama de "whore" por isso, por "se vender".
Por mais que Holden seje um menino meio estranho e certamente depressivo, ele respeita as pessoas e é carente, é um jogo de contradição, ele diz o quanto odeia alguém, mas por estar sozinho liga para essa pessoa. É demais o ciúmes que ele tem com uma menina que ele gostou muito no passado, mas que pararam de se falar e agora está ficando com o amigo dele. Não é muito bem um amigo, Holden só fala que ele é folgado, superficial e se sente o tal. É horrível para o Holden, ver a menina que ele mais se indentificou e gostou com um cara daqueles, que fica com todas e não respeita ninguém.
Ele teve outro irmão, o Allie, que morreu, e muitos acreditam que é a morte dele que deixa o Holden naquele estado, afinal, ele fala muito sobre o irmão dele, e é lógico que ele sente muito a falta dele.
Holden é ao mesmo tempo desequilibrado e bom. Parece que ele tenta ser mais rebelde do que ele é, pela raiva que tem do mundo. Mas ele não consegue, por que está sozinho e carente. Vai ao cinema e parece que entende de cinemas mas odeia todos os filmes, odeia tudo, todos os lugares que ele vai são ruins, todas as pessoas as quais ele conversa são babacas e hipócritas. Ele acha que não consegue achar o lugar certo ou a pessoa certa (tirando sua irmã que ele se sente bem), mas o problema é que ele carrega todos esses sentimentos, não importa onde ele esteja ou com quem. Ele sempre terá as mesmas queixas.
" A vida é um jogo, meu filho. A vida é um jogo que se tem de disputar de acordo com as regras. -Sim, senhor, sei que é. Eu sei. Jogo uma ova. Bom jogo esse. Se a gente está do lado dos bacanas, aí sim, é um jogo´- concordo plenamente. Mas se a gente tá do outro lado, onde não tem nehum cobrão, então que jogo é esse? Qual jogo, qual nada."(pag.12-13)
Uma parte do livro, ele está com o professor dele, para se despedir, por que ele foi expulso.
"Estou sempre dizendo: "Muito prazer em conhecê-lo" para alguém que não tenho nenhum prazer em conhecer. Mas a gente tem que fazer essas coisas pra seguir vivendo." (pg.78)
"De qualquer maneira até que achei bom eles terem inventado a bomba atõmica. se houver outra guerra, vou sentar bem em cima da droga da bomba. Vou me apresentar como voluntário para fazer isso, juro por Deus que vou." (pg. 121)
"Tomara que quando eu morrer de verdade alguém tenha a feliz idéia de me atirar num rio ou coisa parecida. Tudo, menos me enfiar numa porcaria de cemitério. Gente vindo todo domingo botar um ramo de flores em cima da barriga do infeliz, e toda essa baboseira. Quem é que quer flores depois de morto? Ninguém." (pg. 133)
"Bom mesmo é o livro que, quando a gente acaba de ler, fica querendo ser um grande amigo do autor, para poder telefonar para ele toda vez que der vontade. Mas isso é raro de acontecer"
Embora eu tenha colocado frases em português, eu sugiro que leiam em inglês, é muito melhor, e não é difícil.
Holden queria parar o tempo, ele adorava museu por isso, as coisas sempre estavam do mesmo jeito, nunca mudavam, era certeza que quando ele voltasse, depois de muito tempo estaria tudo igual. Tem outra parte do livro, que é uma importante, que fala do título. Ele quer salvar as crianças do tempo, como ele não queria crescer e amava as crianças ele queria "agarrar todo mundo que vai cair no abismo"
"Seja lá como for, fico imaginando uma porção de garotinhos brincando de alguma coisa num baita campo de centeio e tudo. Milhares de garotinhos, e ninguém por perto _quer dizer, ninguém grande_, a não ser eu. E eu fico na beirada de um precipício maluco. Sabe o quê eu tenho de fazer? Tenho que agarrar todo mundo que vai cair no abismo. Quer dizer, se um deles começar a correr sem olhar aonde está indo, eu tenho que aparecer de algum canto e agarrar o garoto."
E vou colocar uma parte que ele fala do irmão dele...Que morreu.
"Então resolvi escrever sobre a luva de beisebol do meu irmão Allie. Era um assunto um bocado descritivo, no duro. Meu irmão Allie era canhoto, e por isso tinha uma luva de beisebol para a mão esquerda. Mas o que havia de descritivo nela é que tinha uma porção de poemas escritos em todos os dedos, na cova da luva, por todo canto. Em tinta verde. Ele copiava os poemas na luva porque só assim tinha alguma coisa para ler durante o jogo, quando não havia ninguém arremessando. Ele agora está morto. Teve leucemia e morreu quando nós estávamos em Maine, no dia 18 de julho de 1946. Qualquer um teria que gostar dele. Era dois anos mais moço do que eu, mas umas cinquenta vezes mais inteligente. Os professores deles estavam sempre escrevendo cartas para minha mãe, dizendo que era um grande prazer ter um menino como o Allie na turma. E não era simples conversa mole, era mesmo pra valer. O caso é que ele não era só o mais inteligente da família. Era também o melhor de todos, em muitos sentidos. Nunca ficava aborrecido com ninguém. Dizem que as pessoas de cabelo vermelho estão sempre se irritando com a maior facilidade, mas o Allie nunca brigava, e tinha o cabelo um bocado vermelho."
"Eu só tinha uns treze anos, e meus pais resolveram que eu precisava ser psicanalizado e tudo, porque quebrei todas as janelas da garagem. Mas realmente acho que eles tinham razão. Dormi na garagem na noite em que ele morreu e quebrei a droga dos vidros todos com a mão, sei lá porquê. Tentei até arrebentar os vidros da camioneta que nós tínhamos naquele verão, mas a essa altura minha mão já estava quebrada e tudo, e não consegui. Reconheço que foi o tipo da coisa estúpida de se fazer, mas eu nem sabia direito o que estava fazendo, e você não conheciam o Allie. Minha mão ainda dói de vez em quando, nos dias de chuva e tudo, e nunca mais consegui fechar direito a mão - assim bem apertada - mas, fora isso, não me importo muito. De qualquer jeito, sei que não vou mesmo ser um cirurgião ou um violinista, ou droga nenhuma."
No final Holden está em um sanatório, e diz que vai ficar por lá por um tempo até as coisas melhorarem...E uma coisa meio "esquisita", diz que sente saudade de todas as pessoas...Todas que ele falou mal. Mas só lendo para entender ...
Sendo um livro tão estranho de uma certa forma, e de outra depressivo afeta muitas pessoas, não da mesma maneira, mas acho que afeta a maioria dos adolescentes, e dos adultos também...
-Mark Chapman pediu a John Lennon que autografasse uma cópia de The Catcher in the Rye, e no mesmo dia assassinou o ex-Beatle
-Além da música Who Wrote Holden Caulfield? (Kerplunk!, de 1992), o Green Day faz referências a Holden Caulfield nos cinco álbuns da banda.
-Em uma referência a Chapman, o filme Teoria da Conspiração traz Mel Gibson no papel de um lunático que compra todas as cópias de O Apanhador... que consegue encontrar, sem nunca ter lido o livro.
-Bill Halley and his Comets gravaram a homenagem a Salinger Rocking Through The Rye
-O filme "Seis degraus de separação" tem uma parte que só fala o quanto O apanhador influenciou as pessoas
Postado por: Bia
Hoje fui assistir à peça "Pessoa de Caeiro". A montagem vista nesta noite de terça teria como objetivo transmitir ao público a essência do heterônimo de Fernando Pessoa, passar para a platéia , utilizando o recurso teatral ,toda a magnificência do mundo deste ilustre Heterônimo considerado, pelo próprio Pessoa, como o grande gênio de sua poesia.
A peça, dirigida e interpretada pelo ator Jefferson Brito, tentou passar um pouco de cada um dos mais famosos Heterônimos de Fernando Pessoa. Entre estes, o engenheiro Álvaro de Campos, amargurado e pessimista, descreve em sua poesia as maquinas e a agitação da cidade. Sua obra é um desabafo febril de um futurista inquieto.
O Médico Ricardo Reis, mais erudito de todos, é um conservador que insistia na defesa dos valores tradicionais da literatura e da política. Através do neoclassicismo Ricardo mostra-se atraído pela natureza, sendo um fiel discípulo de Caeiro.
Alberto Caeiro, o gênio de Fernando Pessoa, é a personificação da completa naturalidade, em todos os sentidos. Sua aversão ao pensamento científico, à metafísica e ao simbolismo fazem dele um homem totalmente voltado aos elementos que o cercam. Ele não diferencia o ser humano da pedra, o rio da árvore, o pássaro da folha. Segundo o camponês seu realismo sensorial o faz tender ao desejo de não pensar e ao desejo de não desejar. A poesia de Caeiro é a mais simples de todas, tanto em relação ao estilo quanto ao vocabulário, refletindo assim seu modo de vida rústico e sua falta de ilustração.
Sozinha, a personalidade de Caeiro é profunda o suficiente para uma análise de mais de uma hora de peça como é também a dos outros dois heterônimos. A peça vista hoje não passa de um apanhado extremamente superficial das características básicas de cada um dos três heterônimos, focalizando trechos de seus principais poemas. A produção sonora e visual enriquecem a montagem, mas a sua falta de conteúdo e de focalização no heterônimo de Caeiro fazem a peça ser apenas um show de interpretação do ator baseado nos heterônimos do poeta modernista.
Cada uma destas personalidades criadas por Fernando Pessoa apresenta peculiaridades psicológicas diversas que merecem analise profunda e detalhada. Ao propor um trabalho baseado na obra de um célebre poeta outrora comparado à Camões, que este seja um bom trabalho para não desmerecer a genialidade do grande poeta lusitano.
“Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é.
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem por que ama, nem o que é amar...” (Alberto Caeiro)
Postado por Mariana
23:45:43, categorias: Literatura. criado por letrasdespidasOlá,trago comigo um livro muito bom chamado Os Estatutos do Homem do Thiago de mello.
Artigo I
Fica decretado que agora vale a verdade.
agora vale a vida,
e de mãos dadas,
marcharemos todos pela vida verdadeira.
Artigo II
Fica decretado que todos os dias da semana,
inclusive as terças-feiras mais cinzentas,
têm direito a converter-se em manhãs de domingo.
Artigo III
Fica decretado que, a partir deste instante,
haverá girassóis em todas as janelas,
que os girassóis terão direito
a abrir-se dentro da sombra;
e que as janelas devem permanecer, o dia inteiro,
abertas para o verde onde cresce a esperança.
Artigo IV
Fica decretado que o homem
não precisará nunca mais
duvidar do homem.
Que o homem confiará no homem
como a palmeira confia no vento,
como o vento confia no ar,
como o ar confia no campo azul do céu.
O homem, confiará no homem
como um menino confia em outro menino
Artigo V
Fica decretado que os homens
estão livres do jugo da mentira.
Nunca mais será preciso usar
a couraça do silêncio
nem a armadura de palavras.
O homem se sentará à mesa
com seu olhar limpo
porque a verdade passará a ser servida
antes da sobremesa.
Artigo VI
Fica estabelecida, durante dez séculos,
a prática sonhada pelo profeta Isaías,
e o lobo e o cordeiro pastarão juntos
e a comida de ambos terá o mesmo gosto de aurora.
Artigo VII
Por decreto irrevogável fica estabelecido
o reinado permanente da justiça e da claridade,
e a alegria será uma bandeira generosa
para sempre desfraldada na alma do povo.
Artigo VIII
Fica decretado que a maior dor
sempre foi e será sempre
não poder dar-se amor a quem se ama
e saber que é a água
que dá à planta o milagre da flor.
Artigo IX
Fica permitido que o pão de cada dia
tenha no homem o sinal de seu suor.
Mas que sobretudo tenha
sempre o quente sabor da ternura.
Artigo X
Fica permitido a qualquer pessoa,
qualquer hora da vida,
uso do traje branco.
Artigo XI
Fica decretado, por definição,
que o homem é um animal que ama
e que por isso é belo,
muito mais belo que a estrela da manhã.
Artigo XII
Decreta-se que nada será obrigado
nem proibido,
tudo será permitido,
inclusive brincar com os rinocerontes
e caminhar pelas tardes
com uma imensa begônia na lapela.
Só uma coisa fica proibida:
amar sem amor.
Artigo XIII
Fica decretado que o dinheiro
não poderá nunca mais comprar
o sol das manhãs vindouras.
Expulso do grande baú do medo,
o dinheiro se transformará em uma espada fraternal
para defender o direito de cantar
e a festa do dia que chegou.
Artigo Final.
Fica proibido o uso da palavra liberdade,
a qual será suprimida dos dicionários
e do pântano enganoso das bocas.
A partir deste instante
a liberdade será algo vivo e transparente
como um fogo ou um rio,
e a sua morada será sempre
o coração do homem.
Eu amo esse texto,que é um livro inteiro com umas ilustrações.Thiago de Mello não é muito conhecido, mas eu o considero um ótimo escritor e poeta.Tudo o que ele escreve no estatuto são as coisas mais importantes da vida,e se tivéssemos essas coisas,esse estatuto de verdade...O mundo seria muito melhor.Eita sonho bom !
Quando ele escreve "O homem, confiará no homem
como um menino confia em outro menino"ele mostra que com o tempo nós perdemos a inocência,com a vida,viramos seres desconfiados,com medo de todos ao nosso redor.
"e o lobo e o cordeiro pastarão juntos
e a comida de ambos terá o mesmo gosto de aurora."Isso mostra o perdão, o lobo que significa um homem mau,senta-se com o cordeiro,que é o homem inocente e ambos tem o mesmo prazer,o gosto de aurora.O lobo então deixa de ser lobo,e o cordeiro o aceita.O lobo tem, mesmo com seus atos ruins o mesmo final que o cordeiro.Pode ser chamado de injustiça essa minha interpretação,mas eu prefiro pensar que isso mostra o perdão.
"Fica decretado que a maior dor
sempre foi e será sempre
não poder dar-se amor a quem se ama"essa é uma parte muito bonita,a maior dor é não dar amor a quem se ama,e por que não podemos dar amor ?Por que alguém simplesmente não pode dar amor?Talvez por falta de recursos.Como um pai ou mãe não pode dar comida a um filho..."e saber que é a água
que dá à planta o milagre da flor."comida sendo o amor,e a nutrição,como a água para a planta,mas acho que essa parte vai muito além disso,o que falei é só um exemplo.
"Fica permitido que o pão de cada dia
tenha no homem o sinal de seu suor.
Mas que sobretudo tenha
sempre o quente sabor da ternura."essa parte mostra a importância do trabalho e do suor,e da "recompensa" no final do trabalho.O pão tem que ter o gosto de suor,por que com ele a pessoa se sente útil,e batalhadora.O carro que uma pessoa compra depois de muito tempo tem isso,o valor especial da dificuldade...E a ternura da conquista.
"Fica decretado, por definição,
que o homem é um animal que ama
e que por isso é belo,
muito mais belo que a estrela da manhã."Nós temos a mania de achar que tudo é belo,falamos das flores,das estrelas,da lua,do sol,mas não falamos de nós,que sentimos tudo isso,que somos mais belos por sentirmos isso.O amor é mais bonito que qualquer coisa,e vale a pena estar em todos os poemas.
"Decreta-se que nada será obrigado
nem proibido,
tudo será permitido,"Todos nós somos obrigados a fazer coisas que não gostamos,faz parte da vida...Acho que se tudo fosse permitido,eu iria tirar as obrigações burocráticas.Coisas como vistos,passaportes...Ter a liberdade de ir e vir,afinal,eu não nasci apenas no Brasil,mas nesse mundo!
"Fica decretado que o dinheiro
não poderá nunca mais comprar
o sol das manhãs vindouras. "Essa parte é muito boa !Tira todo poder que se ganha com o dinheiro,pois afinal,o dinheiro te da quase tudo,uma casa na praia,um carro bom,uma viagem...Tem gente que merece ter tudo isso,mas não tem,por falta de oportunidade...De dinheiro!
E enfim...A última parte,que fala da liberdade como algo vivo e transparente.A liberdade se você for pensar bem,é tudo na vida!Por isso que se escrevem tantos poemas,textos,músicas,hinos sobre ela.Por isso que se fazem esculturas e se pintam quadros por ela.Por isso que eu estou aqui,falando de sua importância
Postado por : Bia
18:27:01, categorias: Literatura. criado por letrasdespidas
15:36:27, categorias: Literatura. criado por letrasdespidas